Verás aqui...
Sou um pedaço de vida que desperta a cada instante. Amo!
Teve um dia em que o mar levou um corpo, cheio de pensar, de achar. Neste mesmo dia o corpo escoriado nadou, sentiu, amou no mar. Viveu em mar. No corpo, agora Maria. Cheia de sentir. Muito que viver, tanto que amar. Ainda sim, cheia de pensar. Mas quando escreve, não pensa, transmite.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Relato de um milagre
Ontem chorei. Como há tanto não fazia. Provavelmente por não me permitir a tal considerada demonstração de fraqueza, pois há algum tempo meu intento é de ser fortaleza, com a disciplina e impecabilidade de um guerreiro, conhecendo a verdade de que sou sim feliz, de que sou sim a paz, se assim eu escolher. E por ontem vi que aquele choro repentino e espontâneo, há meses ensaiando sair, era o resultado de uma transformação mágica que acontecia, que acometendo meu corpo todo, lágrimas, respiração profunda, aperto no peito, soluços e um canto leve de criança escorregando macio pela minha garganta e dissolvendo-se no ar ao redor da boca, eram no entanto sinais de um milagre. Durou pouco, cerca de uns quinze minutos. Busquei motivo, procurei a raiz daquele sentimento que muito se assemelhava à mágoa, à perda de alguém, a uma tristeza profunda. Lembrei então de uma vez que me disseram ser este um acontecimento muito comum aos que submergem profundo no tempo presente, porém, já não estando mais lá, sentem o remorso de não viverem mais vezes naquele tempo, que sempre é.
Passei a semana passada em Salvador, Bahia, em um congresso que já tinha decidido ir (e pago) uns três meses atrás, mesmo sem saber qual era a programação, sem averiguar se o gasto financeiro iria me prejudicar nos meses subseqüentes e nem lugar pra ficar tinha. Mas sabia que estava me proporcionando um fantástico presente, sem ter noção da grandiosidade que ele viria a ser. Assim, duas amigas que foram comigo e eu conseguimos hospedagem na casa de um amigo conhecido por lá. Éramos nós três e mais sete pessoas de outros cantos do país que também tinham lá como pouso para os dias de congresso, no que montamos, então, a nossa família. Era um congresso brasileiro de saúde coletiva, que se diferenciava tremendamente dos de odontologia que eu pouco costumava ir durante a minha formação. Trazendo uma proposta distinta perante a sociedade, a saúde coletiva agrega pessoas que, reconhecendo as particularidades de cada um, trabalham por um novo projeto de sociedade, com maior justiça e maior amorosidade entre as pessoas.
Logo que coloquei os pés na Bahia, já senti que a energia era totalmente diferente de São Paulo. Pareceu que meu corpo expandiu, e que eu estava muito mais preenchida de ar. Não levei celular, não havia compromissos agendados e estava com um grande grupo de pessoas novas para mim, as quais não me prendia em comportamentos viciados. Os dias eram de sol. As possibilidades eram todas elas!
Fiquei os primeiros quatro dias dentro do Centro de Convenções, que tinha um amplo corredor envidraçado com uma fantástica vista para o mar. Apesar de eu ter anunciado aos quatro ventos que iria assim que possível dar uma fugidinha e colocar os pés na areia, custava a fazer. A programação do evento era cheia, e o peso de deixar a formalidade para trás era muito grande, somado ao fato de não encontrar ninguém que se aventurasse comigo à tremenda loucura de atravessar os dois quarteirões que nos afastavam da praia, sacrificando os ganhos intelectuais de um novo projeto de sociedade que se intencionava fazer dentro das tantas salas escuras, fechadas e gélidas pelo ar condicionado. Ao menos as noites compensavam. E muito. Talvez por isso tenha me detido tantos quatro dias a me jogar no mar logo à frente.
Todo o tempo do congresso, a grande turma, de jovens em sua maioria, que durante o dia se cruzavam nos corredores em abraços de alma, porém corridos, ou que se deitavam em ombros aconchegantes nas salas escuras de escolhas coincidentes, se juntavam pouco a pouco ao final das oficinas, conferências e debates, para então realizarem finalmente um projeto comum de felicidade. Foram bares com mesa comprida, aglomeração em roda de samba, festa de diversos instrumentos, no entanto, de uma nota só. Aquele coletivo formava, em fim, o tal novo projeto de sociedade. E talvez, alguns nem tivessem se dado conta disso.
No quinto dia dei ao luxo de uma pausa na racionalidade. Foi naquele mar, que se fazia exposto pelo vidro fume a todo o tempo, onde afoguei os pensamentos. Embebedei-os de água salgada e dei a lição que eles precisavam ter. Acanhados, portanto, calaram-se por ora. O ar pôde me preencher novamente. Foi breve, porém intenso. E leve. Neste dia retornei logo ao Centro de Convenções e continuei às discussões que se faziam há duas quadras de lá.
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Prem Madhuri
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quarta-feira, 4 de julho de 2007
Entre o silenciar e o se conhecer
O sentido essencial da comunhão da humanidade com a Mãe Terra

Já é de longa data a discussão filosófica da “realidade”, do que é “a verdade”, ou mesmo se ela existe. Acredito, particularmente, haver uma, e que as visões construídas a cerca dela dependem da distância em que se encontram os humanos dessa verdade imutável, una, perene e essencial. A aproximação entre eles – ser humano e essência - se faz por um simples, porém árduo, trabalho de abertura, que desnuda o indivíduo de muitos dos conceitos arraigados a suas idéias, e consequentemente a seu corpo, adquiridos em seu processo educacional desde o nascimento.
Com a iniciação em meu trabalho de autoconhecimento, passei a tomar consciência da responsabilidade pelas minhas atitudes e suas conseqüências perante toda a vida, e todo o mundo que se faz construir em meu imaginário. Reconheci, e ainda faço, meus padrões de comportamento e pude ver a grande carapaça na qual me fiz envolver pelo medo dos “contratos” que acordei com o mundo, e que talvez não fizessem sentido ao meu verdadeiro sentido de ser. E essa foi a grande descoberta, a existência de um verdadeiro sentido de ser, que por uma série de escolhas inconseqüentes e inconscientes o aprisionaram entre limites ilusórios e descaradamente mal fundamentados, privando-me de sentir todo o êxtase do fluir desse sentido, dessa verdade, desse verdadeiro sentido de ser.
Agora só faço estudá-lo. Observo-me, reparo em todas as coisas e como reflito a elas. Já tenho um grande banco de dados em minha memória intelectual, e possivelmente as minhas células também estão ficando a par do que faz bem ou não ao meu corpo. A partir daí vou escolhendo meu caminho, na mais alta medida do consciente que posso, dentre as possibilidades que consigo enxergar. Vejo o quão trabalhoso tem sido agraciar e honrar essa minha essência nos tempos e espaços onde tenho escolhido viver. E percebo as tantas contrariedades em que estou imersa.
Foi numa praia quase virgem (se é que se pode falar em algo “quase virgem”), longe de aparelhos elétricos e suas antenas e fios, afastada o suficiente para não ter conhecimento em seus ares de fumaças de automóveis e buzinas em trânsitos intermináveis, e com a inocência do saber viver sem a irreal necessidade absoluta de telefones fixos, celulares e internet, é que me descobri cidadã do mundo natural. Mundo este desconhecido de tantos que já nasceram entre chão de asfalto e montanhas geométricas do mais bruto concreto, alguns, sim, coloridos, porém, em sua maioria, cinzas; ou esquecido por homens e mulheres vindos de solo de barro e que foram seduzidos pelas promessas de um confortável mundo sintético. Acho que essa é a grande explicação das incongruências entre as escolhas dos seres humanos e seus sentidos de ser. A maioria deles não conhece a produção natural do planeta que habitam, e graças aos adventos do mundo científico, alguns nem mais o são, portanto, mal conseguem compreender a conexão que têm com a Mãe Terra.
Sem entrar na interminável discussão entre evolucionismo e criacionismo, seja o decorrer dos seres pelos tempos produto das variabilidades e mutações aleatórias, ou modelagem de um criador que do alto tudo vê, as coisas me parecem ser movidas naturalmente por nexos e alguma coerência causal entre todos os seres, viventes ou não, sem que o racionalismo autopostulado onipotente dos seres humanos interfira no fluir das coisas. Meticulosamente exponho minhas idéias esquivando-me do embate com os convictos pensadores, pois não nego, sequer mal digo o pensamento racional. Se o ser humano foi dotado desta capacidade mais certo seria usá-la, absolutamente! Aponto que o uso da razão, fundamental ao sentido de ser dos humanos, se faria mais lógico se atuante em total coerência com o fluir natural das coisas. A esse processo gosto de me referir como a “otimização da função racional”.
De que forma, então, isso pode ser possível se o que menos a humanidade faz é parar e silenciar um pouco a fim de sentir direção, sentido e velocidade desse fluxo contínuo e harmônico do planeta, se permitindo seguir junto a ele? E enquanto isso, maior distância tomamos da Terra, separados dela por camadas de asfalto, névoa de monóxido de carbono, manchas de óleo sobre as águas, sujeiras sobre longas faixas de areia, sons, imagens e palavras gritantes cheios de significados, porém de um vazio existencial seco, que se apropriam do silêncio por se julgarem necessários, todos produtos da humanidade egóica sustentada por pré-conceitos concebidos a partir de uma visão de mundo já bem afastada da “realidade”, ou da verdade imutável, una, perene e essencial, orientadora do sentido de ser dos homens, mulheres, crianças e de todas as coisas.
Não cabe a mim afirmar qual o caminho correto a ser seguido, ou as escolhas que deveriam ser feitas, pois também estou por descobri-las. Cada um que faça como queira, contanto que seja, então, totalmente responsável por suas ações. Há os que esperam um mundo, mas não fazem por onde recebê-lo. Apenas tento elucidar uma possível causa de tanta separação, desacordo e desilusão a qual os seres-humanos estão submetidos. Não há felicidade sem conhecer quem somos e o que nos faz felizes. Não há amor sem reconhecer a essência a qual estamos conectados. O mundo em que vivemos é resultado direto das nossas escolhas. O Planeta está se degradando numa certa velocidade que a ciência, sempre em seu encalço, consegue, quando muito, amparar os cacos. Acredito plenamente que, mais do que qualquer impacto das previsões científicas em relação às futuras catástrofes ambientais, o que fará, e já está fazendo a muita gente, a chegada da consciência de preservação e cuidado com a Terra é a conexão do homem com sua própria essência, o seu encontro com o fluxo natural das coisas num movimento dialético de encontrar em si toda a clareza da natureza e de buscar na natureza o verdadeiro sentido de ser, na perfeita comunhão entre humanidade e Mãe Terra. E, que assim seja!
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Prem Madhuri
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9:43 PM
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quarta-feira, 25 de abril de 2007
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Na 25 de março de um 25 de dezembro
O espetáculo em cena se caracterizava por uma tarde bem quente do mês de dezembro, com uma constante ameaça de chuva forte sobre nossas cabeças atentas, e pessoas, muitas delas, um grande mar delas, faziam compras natalinas. Ao chegar na ladeira, lá de cima a imagem era de um colorido meio sujo, corpos em trânsito que se moviam sem um fluxo direcional definido. Não dava para ver o chão, como ele era, se de asfalto ou paralelepípedos; ou mesmo se nele havia buracos. O que chegava aos ouvidos era como que numa feira, de quarta-feira do bairro, sabe? Os gritos dos feirantes eram os ambulantes, que, em um conjunto de palavras incompreensíveis expelidas à velocidade de um jato, chamavam a atenção para seus produtos. “Apaaaaaaaaaaaaaabarcabebigod”. Na espera da terceira vez que essa... hum... oração? ...palavra? ...som? foi proferido, aliado ao produto em sua mão, pela lógica deduzi que era algo que aparava barba, cabelo e bigode. As coisas, todas elas, eram mais ou menos assim por lá.
A primeira impressão, a tida de cima da ladeira , talvez seja uma similar ao do cientista observador de ratinhos, que olha tudo por cima e espera pra ver no que vai dar. Não interfere, não atua, apenas observa, julga precipitadamente uma coisa e outra. É quase destituída de emoções. Mas ela foi bem curta. Logo que adrentei à multidão, eu já fazia parte dela e não tinha mais como fugir dessa condição. Para algum outro observador ainda de cima, a multidão da qual eu ajudava a adensar ainda podia ser um colorido sujo que se movia sem nexo, um aglomerado amorfo que diz apenas o que parece querer dizer: quanta gente junta!. Mas agora, a multidão da qual eu fazia parte era totalmente outra da qual eu não fazia. A partir de mim então era.
Agora as emoções quase que queriam pular para fora. As emoções dos outros contíguos a mim eram contagiantes, pois eu me deixava ser contagiada. A pressa de uma senhora que corria esbaforida, esbarrando em todos a sua frente num pedido de licença notadamente tido por uma questão de convenções, me fazia ter uma certa ansiedade pela preocupação de que o tempo voava e não daria tempo pra nada. A moça irritada, bem a minha frente, reclamava de uma senhora grosseira que pisara em seu pé e em vez de pedir desculpas pediu licença, mesmo depois de já ter pisado em cima. Fiquei, em consolo à tal moça, inconformada com a falta de educação que muita gente insiste em ter, e compartilhei daquela irritação. Inspirando fundo, e aceitando o fato de que eu tinha que encarar aquele turbilhão de movimentos e sentimentos que me transpassavam, fui entrando nele, com um cuidado delicado de ser uma observadora nem tão participante, e assim não me perder de mim.
Decidi então focar minha atenção no comportamento dos vendedores. Tentar entender a arte que criavam para que o consumidor se convencesse da essencialidade do objeto em sua vida, antes inútil numa bancada. Atentei-me para os olhares, a vocalização, a verbalização que apresentavam, num olhar bem antropológico, bem presente, sem muita carga de juízos de valores.
Falarei dos ambulantes. A maioria deles já estavam instalados em postos semi-fixos, posso dizer. Ou em uma bancadinha montada, ou com seus produtos espalhados, ordenados ou não, sobre uma lona. Presumo (acabo de fazer essa reflexão, o que se fosse na hora poderia ser investigado) que os da bancada tenham algum registro e paguem impostos para ficarem lá, enquanto que os da lona não, estando sempre a postos para transformarem-na em trouxa e saírem correndo caso o Rapa (ou a chuva) apareça. E poucos são os que saem andando como um cabide ambulante com seus colares, chapéus, cata-ventos e afins a procura de um olhar interessado. Pude perceber que esses ambulantes têm mecanismos prontos e automatizados em suas atitudes de atração e venda sobre seus produtos. As frases chamativas eram as como mencionadas acima, ditas rapidamente, repetidamente e não tinham a menor influência da movimentação corpórea que o sujeito realizava. Ou seja, ele abaixava pra pegar algo que caia, dava um sinal de “oi!” para algum conhecido que passava, limpava o interior da orelha com a unha crescida do dedo mindinho, e as palavras saiam sempre infalíveis, e ainda no mesmo tom e ritmo musical todas às vezes. Seus olhares, acompanhados pelo movimento da cabeça guiada pelo pescoço, buscavam outros olhares, mas não quaisquer olhares. Pareciam estar de prontidão a encontrarem olhares de passantes indecisos, sedentos por comprar algo que ainda não acharam, e nem tem bem a certeza do que querem encontrar, mas querem. E são bem esses os peixes prontinhos para serem capturados em sua rede de lábia. Dou a lábia não um caráter pejorativo, mas o dom do convencimento, fundamental para seus negócios e sobrevivência. Notei que para os consumidores que passavam pouco interessados, especificamente, em seus produtos, o desgaste do vendedor também era pequeno. Falavam preço e o funcionamento do objeto, sem mais mazelas, nem sorrisos. Mas aos tais peixinhos, bem receptivos ao convencimento, a malemolência do artista se desvelava. Eram sorrisos pra lá, elogios pra cá, e a simpatia robotizada até abria espaço para o que poderia ser de mais sincero aflorar na comunicação entre as duas pessoas, não mais nos papéis de vendedor e comprador. Às vezes, talvez num desejo otimista de encarar as coisas, pude ver o gelo se quebrar, e a carcaça metálica dos robôs, de um lado e do outro dos estandes de venda, caiam em alguns pedacinhos.
No fim da tarde, a chuva ainda não tinha caído, mas a ameaça dela até estava mais presente. Os ambulantes pareciam cansados e conversavam mais entre eles, faziam piadas e brincadeirinhas de sacanear uns aos outros, e assim davam boas risada. Os transeuntes de cedo estavam também cansados e suados, alguns ainda ágeis (talvez recém-chegados) conseguiam manter a dinâmica aparente com alguma energia de movimento e emoções. Eu estava cansada e suada e muito provavelmente meu olhar, que antes via coisas enérgicas agora passasse a ver um cenário sem forças e apagado.
Voltei ao topo da ladeira, fechei os olhos e meditei por alguns instantes. Ao abrir, logo me lembrei de uma vez em que li numa obra de arte exposta na estação de metrô das Clínicas que as coisas vistas do alto poderiam ser bem esclarecedoras Na verdade ela dizia: “Dá pra ver tudo daqui de cima!”. Os dizeres se referiam a uma seqüência de fotos tiradas de um vôo de helicóptero sobre a cidade e suas inúmeras formas de vida. Essa lembrança foi essencial para eu nunca esquecer que sempre em que eu estiver perdida e sendo arrastada pelo turbilhão, sem o meu controle e conhecimento – não, consentimento é a palavra certa, consentimento! – eu posso subir num lugar bem alto e ver as coisas lá de cima.
Para finalizar, cito então parte de uma letra do Chico César, o que em palavras eu não consegui descrever no meu diário de campo sobre a minha visão última de cima da ladeira, ele verbaliza com tal fluência que parece ter feito como eu.
Experiência
era uma luz, um clarão,
um insight num blecaute.
éramos nós sem ação,
como quem vai a nocaute.
era uma revelação
e era também um segredo;
era sem explicação,
sem palavras e sem medo
era uma contemplação
como com lente que aumenta;
era o espaço em expansão
e o tempo em câmara lenta.
era tudo em comunhão
com o um e tudo à solta;
era uma outra visão
das coisas à nossa volta
e as coisas eram as coisas:
a folha, a flor e o grão,
o sol no azul e depois as
estrelas no preto vão.
e as coisas eram as coisas
com intensificação,
que as coisas eram as coisas
porém em ampliação
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Prem Madhuri
às
12:32 PM
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