Verás aqui...

Ah... tanto mar. Tanto amor.
Sou um pedaço de vida que desperta a cada instante. Amo!
Teve um dia em que o mar levou um corpo, cheio de pensar, de achar. Neste mesmo dia o corpo escoriado nadou, sentiu, amou no mar. Viveu em mar. No corpo, agora Maria. Cheia de sentir. Muito que viver, tanto que amar. Ainda sim, cheia de pensar. Mas quando escreve, não pensa, transmite.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Flor



Brilho de mim ao qual me empenho. Reluz o vigor mulher, de leoa, de sereia. Por ora mãe. Por ora doce. Por ora ardente.
Sou o feminino a arrancar as rédeas com os dentes. Pulsante, vibrante. Agora urra para rasgar a capa que falseia a natureza. Apronta-se para morder, se preciso. Ainda impuro, é a impaciência que recobre o Amor. Pois o Amor não faz a precisão de morder. Queima o que preciso for com a chama do perdão.
O feminino quer e vai ascender. Superará a força do falso masculino para se casar com o verdadeiro. Serão a união das verdades dos pólos. Unirão céu e terra. Aliarão ocidente e oriente, razão e intuição. Farão Um homem e mulher em seus encontros além da carne, dos osso, da medula, do sangue.
O feminino é a Flor de mim. Atento-me a ela. Cuido para que se abra. Cuido para que seja bela. Cuido para que eu mesma não a pise, pela impaciência.
E seu perfume, quando abrir, vai fazer lembrar o Amor. Vai despertar os corações adormecidos, esmorecidos, ofuscados por névoas de vingança. Será a Alegria em pura essência. Inspiração de poetas em lindas canções de devoção à Flor. Então serei a Flor.
Flor de mim a qual me empenho, traz-me Amor.
Amor de mim a qual me empenho, faz-me Flor.

3 comentários:

Fernanda Oliva disse...

O sagrado feminino também começa a despertar em mim...

" E para amar de verdade o feminino tem que desabrochar...'

namaste

Fernanda Oliva

Dea Conti (a filha) disse...

O sagrado feminino transborda em você. Eu vejo. Eu sinto...

cigarra disse...

em todas nós... namastê! amor, Flá