Verás aqui...

Ah... tanto mar. Tanto amor.
Sou um pedaço de vida que desperta a cada instante. Amo!
Teve um dia em que o mar levou um corpo, cheio de pensar, de achar. Neste mesmo dia o corpo escoriado nadou, sentiu, amou no mar. Viveu em mar. No corpo, agora Maria. Cheia de sentir. Muito que viver, tanto que amar. Ainda sim, cheia de pensar. Mas quando escreve, não pensa, transmite.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Leal Amigo

Meu leal amigo
Quantos muitos de nós és tu?
De um verso singelo
Canta um singelo som.
Na mão acompanha um violão
Na mente, o brilho do poeta.
Se perde e se encontra.
Nos faz encontrar.
No louvor à vida
Canta à vida e canta à morte.
Morre tudo o que perece
Prepara o campo para a semeadura
Chama os irmãos para plantarem juntos
Amor, Paz, Luz, lirismo e canção.
Em seu canto, mais que nos encanta
Mas quando se perde, nos perde
E nos perdemos com sua perdição.
Sua inspiração me inspira
Pois então morro com sua perdição,
Perco minha inspiração.
Mestre, como peço! Luz ao meu amigo irmão.
Leal e atento,
Mas desatento à sua desatenção.
Mestre, como peço! A ele a firmeza do carvalho
Pois sua luz me alegra.
Leal ao seu canto, eleva-se meu canto.
Hoje canto ao mestre
A gratidão por ter encontrado minha leal inspiração.
A luz de uma vela
Que revela as cores da sublime imensidão.

2 comentários:

cigarra disse...

Cau,
que lindo ver seu desabrochar! E também perceber que não és uma flor solitária no jardim. Há um bouquet a te rodear, expressando diversos e encatadores aromas.
Eu também me sinto elevar ao aspirar o aroma de Leal Carvalho.
Parabéns pelo poema, ele fala por muitas bocas.
amor,
Flá

Dea Conti (a filha) disse...

Em suas palavras vejo Leal. Lógico, não o mesmo Leal, mas aquele com o qual me encantei naquele encontro pela Paz (com o Prem Baba): ele cantava com a voz, o olhar, os gestos e nos levava a mergulhar em seu entusiasmo.

Bela homenagem!